Pássaros

30/05/2010 at 1:21 PM Deixe um comentário

Ontem estava andando nas calçadas de sonhos e esbarrei com este poema:

Fui como rego d’água

Caminhando na terra

Ferindo-me nas pedras

Doendo-me nas valas


Fui repartindo-me

Entre raízes e galhos

Atolando-me nos rasos

Macerando-me nas folhas


Os pássaros de pedra

Dilatam as oferendas

Os pássaros de carne

Batem-se contra a graça

Os pássaros de lata

Arrulhas nas ferrovias dos nervos

Os pássaros de madeira

Mascam o macio dos músculos

Os pássaros de papel

Voam para dentro das crases

Os pássaros de carvão

Rabiscam suas asas no ventre

Os pássaros de fogo

Puxam os pássaros de chuva

Os pássaros de pano

Acalentam os pássaros de pranto

por Laurianne Cristina

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